quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

AVE DE CAMPO






PORTO MONIZ-MADEIRA



Assim me curo a pensar

E tenho no peito a canção

Com pensamento e cantar

Vou matando a solidão



É uma angútia no peito

Uma dor, uma ferida

É pensamento desfeito

A palavra despedida



Fechei-me com cinco chaves

Cadeado mais corrente

Mas assim como tu sabes

Pareceu-me não ser decente



Eu fui dado á natureza

Tal uma ave do campo

Viver por entre a beleza

Viver inteiro no tempo



Fotos: Lourenço

Poema: António Henrique




terça-feira, 17 de janeiro de 2012

LISBOA NOSTALGIA







CAMBRA DE LOBOS -MADEIRA


De uma só vez posso e deixo

deixo tudo para trás

Ora traz lá o cabaz

Cheio de fruta boa,

Porque não tarda muito

Vou partir para Lisboa,

Lisboa das sete colinas

Das calçadas e das esquinas

Das cantadeiras e fados

Mas já tão só, sem varinas

Sem os pregões que ouvia...

Agora me deixam no peito

Saudades e nostalgia !



Fotos : Louro

Poema : António Henrique

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terça-feira, 29 de novembro de 2011

VOAM GAIVOTAS







PORTO DA CRUZ-MADEIRA


Voam gaivotas de ternura
Em minha alma e pensamento
Voa a palavra ventura
Que entrego na terra ao vento

Voa poeta louco
Nas asas desse teu povo
Porque é pouco, muito pouco
Esse Abril ainda novo

Minha gaivota de carinho
Gaivota de vento e mar
Em meu coração fazes teu ninho
E eu perdido em teu olhar

Em teu olhar a poesia
Que espelha o teu coração
Gaivota de fantazia
Realidade e paixão

Assim sonho em teu louvor
Um sonho que levas p`ro mar
Todo cheinho d´amor
Ficando a ver teu voar.



Fotos: Louro

Poema: António Henrique
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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

MADEIRA E seus encantos






DE CADA POETA UM POEMA

Para quê a lagrima derramada
Sobre a terra não lavrada?
Que é mais preciso o punho
E o cabo na enxada

É mais preciso o fazer
Que já basta de dizer
Coisinhas que a gente diz
Para nada acontecer

Junta-te a mim que aconteça
Braços apontados á terra
Talvez assim amanheça
O pão que acabará com a guerra

De cada poeta um poema
Em cada poema um grito
Que ao lançar esse poema
Se faça cantiga esse grito

Que seja a cantiga a força
Com sentimentos de esperança
Que seja o poema a força
De salvar tanta criança!


FOTOS:Louro
POEMA:António Henrique
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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

ILHA DA MADEIRA








TEU CORPO MEL


É de noite, fala baixo
Que alquém pode escutar
Apenas se ouve o riacho
Que mais parece chorar...

Fala baixo ou então fica calada
Que o meu amor é bastante
Para dizer boca fechada
Serás para sempre amante

Deixa beijar tua pele
Ao sabor dos lábios loucos
Teu corpo é sabor de mel

Deixa em ti morrer aos poucos
Nas voltas do carrocel
Desejos loucos, em teu corpo mel.


Fotos: Louro
Soneto:António Henrique
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segunda-feira, 25 de julho de 2011

MADEIRA E SEUS ENCANTOS






CABELO BRANCO

No meu cabelo onde o tempo
Vai pintando com o vento
Vai pintando as cores do tempo
Que as bendigo e sem lamento

O tempo marca-me o rosto
O tempo que vou vivendo
Que o vivo sem desgosto
Que vou vivendo cescendo

E os amores, ai os amores
Que foram com a mocidade
Deixaram-me tantas flores
Transformadas em saudade

O tempo pintou o meu cabelo
Com um pincel de vento
Com um beijo de maresia
Com três gotas de saudade

E hoje à vida agradeço
Os brancos cabelos ao vento
Minha ave de tropeço
Porque hoje ainda te invento!


Fotos: Louro
Poema: Anónio Henrique
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terça-feira, 14 de junho de 2011

ILHA DA MADEIRA







ELA NÃO VOLTA


As coisas são como são

Não vale a pena gemer

Este triste coração

Já nem sente o seu sofrer


Gaivota em seu pensamento

Causava amor e tromento

Gaivota casada com o vento

Gaivota que eu invento


Gaivota que leva longe

O meu rezar na capela

Já só sou um pobre monge

Que morre d´amor por ela


As coisas são como são

Pelo amor de uma gaivota

Perdi o meu coração

Sabendo que ela não volta.


Fotos:Louro

Poema;António Henrique




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